
STAR WARS - 30 ANOS
Eu lembro como se fosse hoje o dia em que fui ao antigo (e extinto) Cine Éden, na Rua Grande, em 1977, ver um filme chamado Guerra nas Estrelas. Como era enorme aquele cinema: detalhes e cadeiras em madeira de lei, forma de teatro antigo; lindo; depois, falido, virou um magazine de roupas femininas.Bom, mas agora no dia 25 de maio o primeiro filme da saga completou trinta anos e a cultura pop nunca mais foi a mesma depois.
Os críticos mais ferozes dizem que o universo de George Lucas é uma fantasia infantil; eu vejo tudo de modo diferente; as aventuras estelares são um microcosmo da própria história humana, sempre em conflito atrás de liberdade e felicidade, fugindo dos ditadores e tiranias. E note-se que o filme foi feito na segunda metade da década de 70, quando a Guerra Fria ainda dava literalmente calafrios. Talvez os melhores preceitos iluministas ainda estejam bem vivos na sociedade e sejam paradigmas para uma sociedade mais libertária. Está na essência do filme. O que mais gosto da saga é o da infinita convivência entre raças humanóides ou não, o que nos permite imaginar que no futuro a cor da pele não seja determinante desse racismo burro que ainda teima em existir. Os bons e maus independem de cor ou etnia.
No mais, diversão pura. E meu filho de sete anos já sabe mais do que eu sobre a série e os games. A diferença é que ele já sabe o começo e o fim, assistiu o episódio 3 em um confortável cinema multiplex, mas não perdeu nada do encanto da aventura espacial.
Que a força esteja com vocês.
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