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26 de mai. de 2007



ESTA ALDEIA GLOBAL


No final do Século XX, a globalização virou sinônimo errado de neoliberalismo e de flexibilização de garantias mínimas. Embora assemelhados, a globalização representa apenas uma face complexa da aproximação dos povos e fronteiras diante do avanço tecnológico, da televisão, dos satélites, da Internet, do avanço das trocas mercantis. É o sonho idealizado na Antiguidade por Marco Pólo, pelas Ligas Hanseáticas no fim da Idade Média, pelos Grandes Navegadores do Séc. XV e pela aldeia global de Marshall MacLuhan nos anos 60.

O Neoliberalismo representa uma visão equivocada de ver os problemas de circulação de dinheiro, capitais e poder público e privado em todo o Planeta pós-Bretton Woods, mas que somente vai conseguir sua expansão na década de 80, notadamente com os governos conservadores de direita da Grã-Bretanha, com Margareth Thatcher, e dos EUA, com Ronald Reagan e George Bush. A chamada “globalização econômica” é que se aproxima do neoliberalismo, quando se retomam conceitos antigos como o laissez-faire. Seguindo os teóricos Milton Friedman e Friedrich Von Hayek, o Estado negou a teoria keynesiana de demanda e passou a gerenciar ao mínimo sua intervenção nas questões sociais, tornando-se um espectador distante dos problemas existentes. Nos países industrializados, principalmente na Europa, um dos maiores problemas foi o corte de direitos sociais que por décadas orgulharam os trabalhadores, que vêem agora suas garantias básicas conquistadas arduamente no pós-guerra pelo welfare state sendo retiradas com extrema facilidade. O welfare state era uma resposta ao regime planificador comunista.

Com o fim da Guerra Fria e com a derrota da velha Social-democracia européia, o neoliberalismo parecia ser o futuro inevitável da economia mundial.O mundo globalizado está repleto de manifestações de insatisfação popular; ao mesmo tempo há uma constante metamorfose de classes, uma multiplicação de novas formas de organização grupal, mudanças nas relações familiares, conflitos jurídicos, integrações e desintegrações sócio-culturais em face de migrações. O mundo está diferente na aparência e na essência, tomado que está por uma superficialidade e uma descartabilidade consumista.

A instabilidade e a precarização atualmente existentes nas relações trabalhistas têm como efeitos uma nova inconstância estrutural econômica e uma crescente perda do controle social pelo Estado. Isso leva à formação de um senso comum direcionado pela mídia e uma alienação coletiva que filtra suas frustrações na violência individual ou microgrupal.

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