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28 de abr. de 2009

Bauhaus - Go away white


Uma das maiores surpresas do ano passado foi lançamento de “Go away white”, da cultuada banda inglesa Bauhaus.
E eu fã desde sempre, desde que Bela Lugosi adquiriu outro sentido em minha percepção fiquei atônito. Acabara a tortura sem fim do fim da banda em 1983; nada mais de Love and Rockets, Tones on Tail ou Dali’ Car. Nada mais de Peter Murphy solo. Agora era para valer: depois de vinte e cinco anos havia material novo - e muito bom. No fundo toda volta de desbandados tem seu lado comercial, afinal uma grife como a do Bauhaus tem seu valor de mercado – e umas libras a mais não irão fazer mal nenhum a eles.
Tratando-se dos vampiros góticos que influenciaram todo o movimento dark, não deixa de ser irônico que esse disco tenha sido gravado na ensolarada Los Angeles!
Mas é um disco do Bauhaus; tudo deles está lá. O baixo de David J – que é isso? - está fenomenal, bem acima da guitarra fraseada de Daniel Ash e da bateria seca de Kevin Haskins, todas igualmente sublimes. Peter Murphy, o mais ativo dos quatro membros originais, continua cantando igualzinho – e isso é um elogio! Mas o álbum não parece muito com nenhum dos trabalhos anteriores – e isso também é bom, pois não foi um remake de si mesmo.
Hoje em dia quando as pessoas estão perdendo a relação espiritual com a música, afinal basta clicar na tela do PC e a música vem em torrent, eu encomendei meu disco dois meses atrás em um desses sítios de web vendas. Chegou com atraso absurdo na semana passada, em pleno Carnaval, ou seja, em data muito apropriada para quem não gosta de Momo poder escutar os deuses góticos. Antes de abrir meu cd observei a bela capa de Dominique Duplaa e depois de remover aquele plástico terrível senti uma emoção que pensei estar perdida há pelo menos vinte anos: a de um retorno a uma época em que as coisas eram mais difíceis, os discos raros e as informações eram garimpadas com alguma dificuldade. Eu ligava para Eduardo Júlio, Gil Mineiro e Celso Borges e trocávamos as impressões sobre a enxurrada de lançamentos de então, aquela coisa da qualidade, veja só, de artistas como The Cure, Cult, Sonic Youth, Talking Heads, Cocteau Twins e, claro, Bauhaus, tudo o que tocava no Buraco Negro da Mirante FM.
...”Go away white, black stone heart”...
Ao terminar de ouvir o disco eu estava no Céu.
Mas como todo sonho tem seu fim, a banda... acabou de novo!

3 comentários:

Érico Cordeiro disse...

Grande Molosso,
Para o bem do seu enorme fã-clube, diga ao povo que ficará, isto é, que postará mais textos e que manterá sempre atualizado este espaço.
Grande abraço e não deixe de produzir suas belíssimas resenhas sobre os mais diversos assuntos!

Lorena Lima disse...

Muito bom seu blog, estou seguindo-o!
Caso goste do meu também, fique a vontade pra seguí-lo também.

http://loreniitaahh.blogspot.com/

Um abração carioca,

LL

Anônimo disse...

gostei do blog

bj